sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Trabalhadores da Embraer, votam em Plebiscito para 10% do PIB para Educação

Nesta semana foi a vez dos trabalhadores da Embraer entrarem na campanha nacional em defesa do investimento imediato de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) na Educação Pública. A coleta de votos para o plebiscito ocorreu, durante a entrada e saídas dos turnos no estacionamento da empresa. Os votos estão sendo colhidos nas três unidades da empresa na cidade de São José dos Campos.
A campanha, organizada pela CSP-Conlutas e várias outras entidades dos movimentos sindical e social do país, coloca em discussão a necessidade de o governo Dilma dar prioridade à educação pública e aumentar o repasse de recursos.
“Hoje, o governo destina 49,15% do orçamento para pagar juros aos banqueiros e apenas 2,9% para a educação. Isso é absurdo. "Só com investimento de fato e não só palavras a educação pode ser prioridade dos governos." Disse o cipeiro Wagner Fera.
A discussão tem obtido grande aceitação por parte dos trabalhadores, que têm participado ativamente do plebiscito.
A cédula traz as perguntas: “Você é a favor do investimento de 10% do PIB para Educação Pública Já?” As alternativas de resposta são Sim ou Não. 
Há também uma pergunta sobre a necessidade da construção de universidade federal e pública do Vale do Paraíba. A região é um grande polo industrial do estado de São Paulo e o maior polo tecnológico do país (IMPE, CTA, ITA). Porém na região o que se prolifera são faculdades particulares com qualidade de ensino duvidosa e mensalidades absurdas. O sindicato entrará com força na campanha pela Universidade Federal do Vale do Paraíba.
"No trabalho nos exigem muita formação, porém grande parte do nosso salário vai para pagar os estudos. Precisamos de uma universidade pública aqui na cidade!" Diz o operário e estudante Geraldo de jesus.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Muro do apartheid de Israel é alvo de protesto

De 9 e 16 de novembro acontece a 9ª Semana contra o Muro do Apartheid, que vai unir organizações de diversos lugares do planeta. Esse muro, que está sendo construído pelo estado de Israel, vai atravessar todo o território Palestino, dividindo vilas, campos e cidades.

Com cerca de 8 metros de altura (o dobro do antigo muro de Berlim) e o objetivo de chegar a cerca de 800 km de extensão, o resultado final será a divisão de toda a Cisjordânia e o fortalecimento da política sionista de construção de assentamentos, postos militares e barreiras. Com isso, o Estado de Israel pretende aumentar ainda mais o controle militar e geográfico sobre a vida cotidiana do povo palestino.

O Muro do Apartheid é mais um instrumento de repressão, opressão, divisão e militarização do Estado Sionista de Israel, contra o direito histórico de construção do Estado Palestino. Por isso, entidades de todo mundo, inclusive a CSP-Conlutas, estão aderindo à campanha pela derrubada do muro e levando solidariedade e apoio à luta do povo palestino.

O muro, após sua conclusão e junto com os assentamentos e as áreas militares reservadas, anexará 50% da Cisjordânia e drenará a maior parte de seus recursos aquíferos. O muro isolará Jerusalém e colocará 260.000 palestinos sob risco de expulsão, além de bloquear o caminho de trabalhadores e camponeses para seus locais de trabalho. O muro atravessa a Cisjordânia passando terras férteis para as áreas controladas por Israel. Áreas residenciais serão cercadas e a população palestina, marginalizada e aprisionada.

O Muro do Apartheid foi considerado ilegal pela Corte Internacional de Justiça (Corte de Haia), mas a comunidade internacional nada fez para impedi-lo. Os trabalhadores e camponeses palestinos foram os mais afetados pela construção.

O estado de Israel alega que muro está sendo construído por razões de segurança. Mas a realidade é que o Muro do Apartheid corta as terras palestinas, separando o povo em guetos menores. Camponeses e trabalhadores rurais são forçados a conseguir crachás para trabalhar em suas próprias terras quando próximas do muro ou de assentamentos.

“Por todos esses crimes cometidos pelo Estado de Israel contra o povo palestino, a Semana Contra o Muro do Apartheid deve ser um período de denúncias e de manifestações. A CSP-Conlutas reafirma todo seu apoio aos companheiros da Palestina e todo seu repúdio aos ataques de Israel”, afirma Luiz Carlos Prates, da coordenação da CSP-Conlutas.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Trabalhadores da Embraer aprovam reajuste de 9,5%

Os trabalhadores da Embraer aprovaram, em assembleia, nesta quinta-feira, dia 3, a proposta de 2,42% de aumento real mais inflação, o que deve totalizar um reajuste em torno de 9,5%. Também foi aprovada a mudança da data-base de novembro para setembro, uma das principais conquistas desta Campanha Salarial.

A proposta de reajuste para os trabalhadores do setor aeronáutico foi apresentada pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na última terça-feira, ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, filiado à CSP-Conlutas. O índice foi um grande avanço em relação ao início das negociações, quando a patronal insistia em aplicar apenas 1% de aumento acima da inflação. Ao final, os metalúrgicos do setor aeronáutico conquistaram o mesmo aumento real obtido no restante da categoria.

A proposta foi aprovada por trabalhadores do primeiro e do segundo turno da Embraer. A partir de sexta-feira, dia 4, a votação será feita pelos metalúrgicos das outras fábricas do setor aeronáutico que ainda não fecharam acordo.
Em todas as fábricas do setor, os trabalhadores já haviam entrado em estado de greve para pressionar a Fiesp, que representa o grupo patronal nas negociações, a atender às reivindicações da categoria. 

A mudança da data-base era uma reivindicação histórica, que sempre enfrentou resistência principalmente por parte da Embraer. Com a mudança, a partir de 2012 os metalúrgicos da Embraer passam a ter a mesma data-base do restante da categoria, o que fortalece nossa luta na Campanha Salarial.

“Foi, sem dúvida, uma grande vitória dos trabalhadores de todo o setor metalúrgico. Fizemos grandes mobilizações que pressionaram os patrões e mostraram que a categoria metalúrgica não aceita propostas rebaixadas. Demos uma lição de luta”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros da Silva. 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Quinta-feira é dia de assembleias!!

Fiesp propõe INPC mais 2,42% de aumento real para setor aeronáutico


Em contato com o Sindicato, nesta terça-feira, dia 1º, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) fez uma nova proposta de reajuste salarial para os trabalhadores do setor aeronáutico, que prevê reposição integral do INPC mais 2,42% de aumento real.

A proposta será levada para votação em assembleia dos trabalhadores da Embraer, na próxima quinta-feira, dia 3. Se for aprovada, os trabalhadores terão um reajuste salarial de, aproximadamente, 9,4%, a depender da inflação do período de novembro de 2010 a outubro de 2011 (ainda não fechada).

A Fiesp avançou na proposta da Campanha Salarial após a mobilização dos metalúrgicos do setor. Os trabalhadores da Embraer, Aernnova, Latecoere e Alestis realizaram assembleias na entrada do primeiro turno nesta terça, antes da apresentação da nova proposta da Fiesp. Nas assembleias, os trabalhadores reafirmaram a rejeição à proposta de 1,5% de aumento real apresentada ontem na mesa de negociação e rejeitada pelo Sindicato.

Em sua nova proposta, além do aumento real oferecido que é o mesmo conquistado pelo restante da categoria, a Fiesp também aceita mudar a data-base de novembro para setembro a partir de 2012. Esta é uma antiga reivindicação dos trabalhadores, que passaria a ter a mesma data-base de toda a categoria.

A Embraer é a maior fábrica do setor aeronáutico no país, com cerca de 12 mil funcionários em São José dos Campos.

Começamos com a campanha com greve
No dia 22 de setembro, os trabalhadores da Embraer chegaram a realizar greve de 24 horas pela Campanha Salarial. A mobilização foi fundamental para que a Fiesp (que representa a Embraer nas negociações salariais) avançasse nas propostas, principalmente pela reivindicação da mudança da data-base para Setembro. Em todas as fábricas do setor, também foi votado estado de greve.

“Os trabalhadores da Embraer e de todo o setor aeronáutico têm se mantido mobilizados durante toda a Campanha Salarial por suas reivindicações. Em assembleia, nesta semana, os trabalhadores decidirão sobre a nova proposta”, afirma o vice-presidente do Sindicato Herbert Claros.

As assembleias começam na Embraer, na quinta-feira, e em seguida serão realizadas nas demais fábricas do setor.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

1% de aumento real É PIADA! Todos a assembleia dia 1 de Novembro


Reposição da inflação e aumento real de 1% a partir de 1º de novembro. Esta foi a proposta feita ontem pela Fiesp (sindicato patronal) na reunião que discutiu a Campanha Salarial do setor aeronáutico. O Sindicato rejeitou a proposta na mesa de negociação e vai protocolar, nesta quinta-feira, dia 27, aviso de greve.

Diante da enrolação e intransigência dos patrões do setor, a orientação agora é a realização de assembleias nas fábricas e intensificação da mobilização.

Nesta quinta, o Sindicato realizou assembleias internas na unidade da Embraer na Faria Lima. Foi informado o resultado da reunião aos trabalhadores e uma grande assembleia será realizada no próximo dia 1º de novembro.

Ainda na negociação desta quarta, a patronal aceitou mudar a data-base do setor aeronáutico de novembro para setembro, conforme reivindicação dos trabalhadores, mas a partir de 2012.

"A pauta da categoria foi protocolada no início da campanha, inclusive por fábrica. Mas, num total desrespeito aos trabalhadores, quando a maioria da categoria metalúrgica já está com acordo assinado, a Embraer e empresas aeronáuticas apresentam uma proposta irrisória como essa", avalia o vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros.

Os trabalhadores estão indignados com a postura patronal. Somente ontem, a Embraer, que é a principal empresa do setor e encabeça as negociações, vendeu 11 aviões à Azul por quase 500 milhões de dólares. Ou seja, uma das maiores exportadoras do país quer pagar o pior aumento salarial a seus trabalhadores", argumenta.

"Portanto, os patrões tem até o dia 1º para avançar. Do contrário, a luta vai aumentar a partir do dia 1º. E a mobilização começará com uma grande assembleia na Embraer", disse.

Nenhuma reunião entre Fiesp e Sindicato ficou agendada.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

TRT propõe reajuste de 11%, em audiência sobre Sobraer

Sem acordo com a empresa, nova audiência será realizada no próximo dia 8

Em audiência nesta quarta-feira, dia 19, o juiz desembargador Lourival Ferreira dos Santos, do TRT da 15ª Região, em Campinas, apresentou uma proposta de conciliação para o dissídio da Campanha Salarial na Sobraer.

A proposta prevê 11% de reajuste, vale-alimentação no valor médio de uma cesta básica e redução no desconto referente ao transporte, de 6% para 5%. O TRT propôs ainda estabilidade de 60 dias a partir de 3 de outubro, data em que começou a greve dos metalúrgicos.

Não houve acordo por parte da empresa, que se manteve irredutível em aceitar a proposta do Tribunal. Uma nova audiência acontecerá no dia 8 de novembro.

Até lá, Sobraer e Sindicato deverão se reunir para tentar um acordo. Também deverá ser discutido sobre outras reivindicações dos trabalhadores como Delegado Sindical, dias parados e redução da jornada de trabalho.

“Esperamos que a empresa mude a postura intransigente que demonstrou na audiência e em toda a Campanha. Só depende da Sobraer chegar a um acordo que contemple seus trabalhadores”, avalia o diretor do Sindicato, José Dantas Sobrinho.
Saiba maisA greve dos metalúrgicos da Sobraer durou 11 dias e foi suspensa no último dia 14. Diante da força da mobilização, a empresa, que é uma das principais fornecedoras da Embraer, impôs uma forte repressão e assédio moral sobre os trabalhadores.

De forma truculenta e arbitrária, apoiada pela Polícia Militar, a Sobraer pressionou de várias formas, desde enviar cartas e ligar com ameaças para a casa dos funcionários até a chefia ir buscar os trabalhadores em suas casas. A empresa chegou a obter um Interdito Proibitório, visando impedir a realização de assembleias.

Há duas semanas, o Sindicato entrou com Dissídio Coletivo no Tribunal por conta da falta de diálogo da empresa. Nesta quinta-feira, dia 20, o Sindicato realiza assembleia com os trabalhadores na fábrica.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Basta de mortes e acidentes na Embraer


O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região têm lutado intensamente, ao longo dos últimos anos, contra situações que propiciam, no interior das empresas, condições inseguras e que colocam em risco a saúde e a própria vida dos trabalhadores.
A organização do atual sistema produtivo, a pressão desenfreada sobre os trabalhadores, o assédio moral, a busca por lucro a qualquer preço... são fatores determinantes para que um número cada vez maior de trabalhadores saia de suas casas para trabalhar e, simplesmente, não volte mais.
Foi o caso do trabalhador da Embraer, Vinícius Machado Mendes, que morreu prensado entre dois portões do hangar do F220, no dia 1º de setembro de 2011.
A morte desse companheiro não foi um simples acidente. Infelizmente, o trágico ocorrido é resultado de uma série de políticas desenvolvidas pela Embraer, a fim de aumentar a exploração sobre os trabalhadores e, consequentemente, sua margem de lucros.
A morte do companheiro Vinícius não pode ser esquecida. Outras mortes e acidentes têm de ser evitados. Por isso, criamos esta seção especial em nosso site. Aos sindicatos e entidades de trabalhadores do Brasil e de outros países, pedimos que enviem suas moções de repúdio à direção da Embraer.
Click nos links abaixo:
- Não foi somente um acidente


domingo, 2 de outubro de 2011

PLR da Embraer é uma esmola


A Embraer, uma das maiores fabricantes de aviões do mundo, vai pagar uma das PLRs (Participação nos Lucros e Resultados) mais baixas entre as metalúrgicas de São José dos Campos. De acordo com comunicado divulgado pela empresa nesta quinta-feira, dia 29, os trabalhadores receberão R$ 617 fixos e 24% sobre o salário.
O valor refere-se à primeira parcela da PLR 2011 e, ao contrário do que acontece com todas as outras empresas metalúrgicas, não foi negociado com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.
A negociação direta sobre um novo acordo de PLR com o Sindicato foi um dos itens que os trabalhadores votaram nas assembleias e incluiram na pauta de reivindicações apresentada à empresa junto com o Aviso de Greve, protocolada no dia 19 de setembro, três dias antes da greve de 24 horas deflagrada pelos trabalhadores.
Hoje, a Embraer se recusa a negociar com o Sindicato. A decisão sobre o valor da PLR é tomada a partir de discussões com uma comissão de funcionários, em que a ampla maioria é ligada à gerência da empresa. Essa forma de discutir a PLR é absurda pois desconsidera a vontade daqueles que geram os lucros, os trabalhadores.
O Sindicato defende que a PLR seja dividida em partes iguais para acabar com privilégios dentro da Embraer e aumentar o valor distribuído a todos os trabalhadores. Seguindo a fórmula adotada pela empresa, um funcionário com um salário de R$ 3.300 receberá uma PLR de R$ 1.400.
A Embraer possui 17 mil funcionários em todo o país. Em São José dos Campos, são cerca de 12 mil. Para efeito de comparação, a General Motors fechou este ano uma PLR de R$ 10.834 para 9 mil funcionários. A TI Automotive, com cerca de 750 trabalhadores, pagou uma PLR de R$ 4.500.  A Sobraer, fornecedora da Embraer, com 250 funcionários, pagou R$ 2.050.
Além de pagar um valor muito abaixo da média do setor metalúrgico, a Embraer ainda aplica o desconto de PMS (Plano de Metas Setoriais). Ou seja, a PLR só é paga na íntegra para os setores que atingirem 100% das metas. Aqueles que não atingirem 75% não terão direito à PLR.
“Os trabalhadores estão indignados com esse valor. Mais uma vez a Embraer mostra sua intransigência e autoritarismo, recusando-se a acatar as reivindicações de seus funcionários. Ao pagar uma PLR tão rebaixada, tudo o que ela conseguiu foi aumentar ainda mais as chances de uma nova paralisação”, afirma o vice-presidente do Sindicato Herbert Claros da Silva.

sábado, 24 de setembro de 2011

Greve de 24 horas na EMBRAER


A Embraer enfrenta a primeira greve de 24 horas dos últimos dez anos. No 1º turno, cerca de 3 mil trabalhadores, além da assembleia, também realizaram uma passeata, percorrendo da fábrica até o Jardim Paulista, por duas horas. No turno da tarde, participaram da assembleia cerca de 2 mil funcionários.

Os metalúrgicos reivindicam que a empresa inicie negociações imediatas com o Sindicato para discutir a antecipação da data-base de novembro para setembro. Os trabalhadores querem discutir as reivindicações da Campanha Salarial, que inclui 17,45% de reajuste salarial e Delegados Sindicais, bem como outras questões como o acordo de PLR (Partcipação nos Lucros e Resultados) e a redução da jornada.

No acordo coletivo da Campanha Salarial de 2010 uma cláusula garantiu que a empresa, em maio deste ano, discutiria a antecipação da data-base. Porém, a empresa até agora se nega a discutir com os trabalhadores.

Em assembleias, na última segunda-feira, dia 19, os trabalhadores votaram estado de greve e deram prazo de 48 horas para a empresa se pronunciar, o que não ocorreu.

Na assembleia, o clima entre os trabalhadores é de indignação com o descaso da empresa e total disposição de luta. "Hoje estamos dando um recado pra Embraer. Chega de exploração. A empresa vai ter de nos ouvir", disse um dos trabalhadores presentes na assembleia.

Outro companheiro ao lado completou: "estamos vendo todas as fábricas, lutando e conquistando. Aqui tem de ser do mesmo jeito", disse.

“Não vamos aceitar que a Embraer tente novamente empurrar a data-base para dissídio, e nem que venha apenas com reposição da inflação. Esta greve é para mostrar para a empresa que os trabalhadores estão insatisfeitos e que não aguentam mais essa jornada excessiva. Aqui, ninguém está para brincadeira. Os metalúrgicos vão lutar por seus direitos e a empresa terá de respeitar isso”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros da Silva.

Na assembleia, foi feito um minuto de silêncio lembrando a morte do companheiro Vinícius Machado Mendes, vítima fatal de um acidente de trabalho na Embraer, no dia 1º de setembro. Foi reafirmado a necessidade do fim da pressão e assédio na empresa e da redução da jornada de trabalho para garantir mais saúde e segurança.

Assédio moral e atitude anti-sindical

A empresa diz q imprensa que faz tudo dentro da lei. Mas quando se trata do movimento dos trabalhadores não existe lei para Embraer. A pressão e as ameaças da Embraer aos trabalhadores ao longo desta semana não deram certo e a empresa teve de enfrentar a produção parada no dia de hoje. Mas, fazendo jus ao título de uma das empresas mais repressoras do país, e diante da forte mobilização dos trabalhadores, a Embraer agiu, mais uma vez, com terrorismo e assédio moral sobre os trabalhadores.

Desde o início da semana, a empresa pôs supervisores e chefes para pressionar os metalúrgicos. Tem superior ligando até na casa dos companheiros.

Por meio do email do dito@sindmetalsjc.org.br, os trabalhadores têm relatado todo o tipo de abuso, assédio moral e pressão. Os trabalhadores, se puderem, devem programar seus celulares para gravar essas intimidações e chantagens. Pode servir para uma ação na Justiça. A Embraer desrespeita o direito constitucional de greve. É caso até para se levar à OIT.

domingo, 18 de setembro de 2011

Metalúrgicos aprovam, em assembleia, semana de greves

Os metalúrgicos iniciam nesta segunda-feira, dia 19, uma semana de greves nas fábricas de São José dos Campos e região. Em Assembleia Geral realizada neste domingo, os trabalhadores reprovaram as propostas patronais apresentadas na última sexta-feira, dia 16, em mesa de negociação. Já na TI Automotive, os trabalhadores conseguiram arrancar aumento de proposta após entrarem em greve por tempo indeterminado.

Os setores que negociaram sexta-feira com o Sindicato  avançaram nas propostas, mas ainda não chegaram próximos às reivindicações da categoria. Foram as seguintes propostas:

Setor de autopeças - 9,55% (inflação mais 2% de aumento real)
Fundição, Estamparia, Trefilação, Refrigeração e Laminação – 9,50% (inflação mais 1,9% de aumento real)
Eletroeletrônicos e máquinas – 9,25% (inflação mais 1,7% de aumento real)

Na TI Automotive, do setor de autopeças, a negociação foi direta entre empresa e Sindicato dos Metalúrgicos. Pressionada pela greve iniciada pelos trabalhadores na quinta-feira, dia 15, a empresa propôs 10,3% de reajuste salarial, sendo inflação mais 2,7% de aumento real, mais um abono de R$ 2.200. Além disso, os metalúrgicos também conquistaram 90 dias de estabilidade no emprego e direito a eleger um delegado sindical. Dos quatro dias parados, apenas um será descontado pela empresa. A proposta será levada para votação em assembleia na porta da fábrica.
Semana passada, metalúrgicos de 24 fábricas da região realizaram paralisações. Como não houve acordo com os patrões, as greves devem se estender para outras empresas e por tempo indeterminado.


Na Embraer os metalúrgicos realizaram assembleias no pátio nas semana passada e referendaram a proposta de que a empresa negocie diretamente com o sindicato agora no mês de setembro. Essa reivindicação se faz por no acordo do ano passado ficar pre-acordado na mesa de negociação que a data-base deste ano seria em setembro.


“As paralisações que aconteceram semana passada foi só o começo. Agora, os trabalhadores vão intensificar as mobilizações e partir pra greve. Não tem mais volta. Sem acordo, não vai ter produção”, afirma o secretário-geral do Sindicato, Luiz Carlos Prates.


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Neste domingo, dia 18, tem Assembleia Geral no Sindicato



O Sindicato  realiza neste domingo, dia 18, a partir das 10h, uma nova Assembleia Geral da Campanha Salarial 2011. A categoria vai decidir os rumos das mobilizações que começaram esta semana e já levaram à paralisação de 24 empresas.
As negociações entre o Sindicato e os grupos patronais pouco avançaram nas últimas rodadas. Todas as propostas foram rejeitadas na mesa de negociação. Até domingo, se não houver acordo, deverão ser aprovadas greves na categoria.
A base dos metalúrgicos da região possui cerca de 40 mil trabalhadores e mais de 900 empresas dos setores de autopeças, eletroeletrônicos, máquinas, fundição, trefilação, refrigeração, estamparia, entre outros.
A categoria reivindica 17,45% de reajuste, mas os grupos patronais estão apresentando propostas que não ultrapassam os 9%. Esta semana, os metalúrgicos da General Motors, em São José dos Campos, conseguiram 10,8% mais abono de R$ 3 mil, além de avanços nas cláusulas sociais, o que representa um dos maiores acordos fechados no país este ano.
Nesta sexta-feira, há negociações com os grupos de eletroeletrônicos, máquinas e trefilação/refrigeração/laminação. 
“Os patrões estão abusando da paciência dos trabalhadores. Agora não tem mais como segurar. Enquanto os empresários continuam com essas propostas provocativas, os trabalhadores já estão se organizando para greves. Sem avanço, não haverá trabalhador na produção”, afirma o diretor do Sindicato Adilson dos Santos.
A Assembleia Geral será na sede do Sindicato e vai reunir metalúrgicos de todos os setores. A sede fica na Rua Maurício Diamante, 65 – Centro.




sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Os metalúrgicos da Embraer estão de LUTO


Morte de metalúrgico revela negligência da Embraer

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, filiado à CSP-Conlutas, considera que houve negligência por parte da Embraer, no acidente que resultou na morte do monitor de montagem elétrica Vinícius Machado Mendes, 29 anos.
O trabalhador morreu nesta quinta-feira, dia 1º, ao ter a cabeça prensada entre duas portas acionadas por sistema elétrico, dentro da fábrica, no hangar de montagem final de aeronaves, no F220. Vinícius trabalhava há oito anos na fábrica, era casado e tinha uma filha de cinco anos.
O acidente aconteceu por volta das 8h45, quando Vinicius acionou um botão para que a porta do hangar do F-220 se abrisse. Ao que tudo indica, simultaneamente, um outro funcionário que estava do lado oposto acionou o botão para que a porta se fechasse. Com isso, a cabeça de Vinícius foi pressionada.
No local, não há qualquer dispositivo de segurança que impedisse o acidente, o que é responsabilidade da empresa. O risco dessa situação já havia sido apontado anteriormente por trabalhadores do setor à Embraer.
Acionada pelo Sindicato, a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e a Polícia estiveram hoje no local para apurar as condições em que o acidente ocorreu, mas ainda não há data para divulgação de laudo técnico.
A morte de Vinícius Mendes mostra o descaso da Embraer com a segurança de seus funcionários. Somente este ano, ocorreram pelo menos outros dois acidentes graves. Em um deles, uma trabalhadora teve parte do dedo decepada por uma máquina. Em outro, o trabalhador teve a testa atingida por um equipamento. Três meses após o acidente, o mesmo trabalhador foi demitido.
O Sindicato vai intensificar a mobilização na fábrica para exigir medidas imediatas e permanentes que garantam a saúde e segurança de todos os trabalhadores. A entidade também acompanhará as investigações do caso para que tudo seja apurado e os culpados sejam responsabilizados.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Quinta tem protesto contra aumento de 55% a vereadores

Quinta-feira, dia 1, é dia de protesto contra os supersalários que os vereadores de São José dos Campos concederam a si próprios, na última semana. A manifestação, convocada pela CSP-Conlutas e outras organizações, acontece a partir das 17 horas, na Câmara Municipal. O movimento estudantil fará uma passeata pelas ruas da cidade. A concentração será as 15:30h na praça Afonso Pena.

Os vereadores aprovaram, na noite do dia 26, o aumento de 55,13% nos seus próprios vencimentos. Com a medida, os salários passarão dos atuais R$ 8.320 para R$ 12.907,05 a partir de janeiro de 2013.

A votação foi de 14 votos a favor e seis contra. O presidente da Casa, Juvenil Silvério (PSDB), não votou, mas é amplamente favorável ao super reajuste. 

O super reajuste dos vereadores em São José dos Campos foi votado na contramão dos movimentos sindical e estudantil, que fizeram vários protestos contra a iniciativa. Os metalúrgicos da Embraer em assembleia nos portões da fábrica no dia 11 de agosto votaram contra o aumento de salário dos vereadores. Os metalúrgicos de São José repudiam este aumento dos vereadores!

A afobação dos vereadores "caras de pau" foi tão grande para aprovar os supersalários que acabaram fazendo uma votação "irregular", na qual sequer leram o texto do projeto. O PSTU, além de estar presente nas mobilizações populares, está entrando com ação judicial contra o aumento.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Embraer leva discussão sobre redução da jornada para Campanha Salarial


Assembleia dia 11
Agora na campanha salarial intensificaremos a nossa luta pela redução da jornada de trabalho na Embraer.

Representantes da empresa se recusaram a chegar a um acordo durante a Mesa Redonda ocorrida na sexta-feira, dia 12, no Ministério do Trabalho.

O encontrou reuniu representantes da Embraer e do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, filiado à CSP-Conlutas. Para justificar a resistência ao acordo, a empresa afirmou que o assunto será tratado nas negociações da data-base.

A redução da jornada para 40 horas semanais é uma das principais bandeiras dos funcionários da Embraer nesta Campanha Salarial. A reivindicação foi aprovada na assembleia dos trabalhadores ocorrida na última quinta-feira, dia 11.

A Mesa Redonda foi agendada pelo próprio Ministério do Trabalho, já que a Embraer insistia em rejeitar a reivindicação dos trabalhadores. A empresa possui a maior jornada de trabalho entre as empresas do setor aeronáutico no mundo, de 43h semanais. No encontro, representantes do Sindicato reafirmaram a necessidade de discussão direta com a Embraer, e não com a Fiesp.

A Embraer também argumentou, durante a Mesa Redonda, que está acompanhando a votação do projeto de lei que prevê a redução da jornada de 44h para 40 horas em todo o País. Esta postura, entretanto, não é considerada suficiente pelo Sindicato e pelos trabalhadores.

“Não vamos esperar que o Congresso Nacional vote este projeto, que há anos está em tramitação. Nós vamos à luta para arrancar as 40h nesta Campanha Salarial. Também vamos pressionar o Governo Federal, que não pode simplesmente ficar omisso num assunto tão importante para a classe trabalhadora, principalmente em uma empresa em que tem ações com poder de voto”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros da Silva.

Clique aqui para baixar a Ata da reunião em São Paulo

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Metalúrgicos exigem reajuste salarial e redução da jornada!

Assembleia no 1º turno
Os metalúrgicos da Embraer aprovaram, nesta quinta-feira, dia 11, a pauta de reivindicações da Campanha Salarial. Em assembleia, cerca de 3.500 trabalhadores do primeiro turno votaram pelo reajuste de 17,45%, redução da jornada para 40 horas semanais e antecipação da data-base de novembro para setembro.

Esta foi a primeira assembleia da Campanha Salarial 2011 do setor aeronáutico. Embora a categoria metalúrgica tenha data-base em agosto e setembro, a Embraer insiste no mês de novembro, como forma de dividir a luta dos trabalhadores. Por isso, os funcionários da empresa foram unânimes, na assembleia, em aprovar a antecipação da data-base.

Também em resposta à intransigência da Embraer, os trabalhadores reafirmaram a exigência de redução da jornada para 40h semanais. Atualmente, a empresa pratica 43h, a maior do setor aeronáutico no mundo. Essa reivindicação vem ganhando força desde a demissão em massa ocorrida em fevereiro de 2009, mas a empresa se recusa a atender os trabalhadores.

Uma mesa redonda sobre o assunto está marcada para amanhã, dia 12, na Delegacia Regional do Trabalho, em São Paulo. O encontro foi marcado a pedido do próprio Ministério do Trabalho.

Lucros em alta

Apesar da Embraer já estar iniciando um discurso de pessimismo em razão da crise econômica mundial, os trabalhadores não irão engolir esse argumento justamente em meio à Campanha Salarial. No segundo trimestre, a Embraer teve um lucro líquido de R$ 153,8 milhões, o que corresponde a uma alta de 51% em relação ao mesmo período do ano passado.

“Na assembleia de hoje ficou claro que os trabalhadores estão bastante mobilizados e dispostos a enfrentar a intransigência da Embraer. A luta pela redução da jornada terá tanto peso quanto pelo reajuste salarial”, afirma Herbert Claros da Silva, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, filiado à CSP-Conlutas.

Os trabalhadores também aprovaram na assembleia que a Embraer passe a negociar a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) diretamente com o Sindicato, e não com a comissão formada, em sua maioria, por pessoas indicadas pela própria empresa. O prazo de vigência do atual acordo de PLR da fábrica termina no final deste ano.

“Vamos lutar por uma PLR dividida em partes iguais e negociada com o Sindicato, como acontece em todas as fábricas da região. Este é um direito dos trabalhadores e vamos lutar para que seja cumprido”, conclui Herbert.

Na assembleia, os metalúrgicos também votaram todo repúdio ao aumento salarial de 80% para os vereadores de São José dos Campos. 

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Quinta-feira é dia de ASSEMBLEIA na Embraer


Na próxima quinta-feira, dia 11, os metalúrgicos da Embraer terão assembleia para votar a pauta da Campanha Salarial 2011 e votar plano de lutas pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário.

No último dia 28, a Embraer anunciou que o seu lucro líquido no primeiro trimestre de 2011 simplesmente quadruplicou, atingindo R$ 174,3 milhões, ante os R$ 44,1 milhões do mesmo período do ano anterior, uma alta de quase 300%. O assunto foi manchete em todos os jornais de economia do país. A empresa ainda acumula uma carteira de US$ 16 bilhões de pedidos firmes.

A produção está em alta na empresa e a exploração só aumenta com a implementação do Lean. Além disso, a cada implementação do programa Kaizen o que vemos é mais demissões e trabalhadores cada dia mais estafados, por conta do aumento do ritmo de trabalho.

Por isso e tantos outros motivos que, agora, na campanha iremos exigir aumento salarial de 17,45%! Também queremos que a data-base na Embraer passe para setembro, como o conjunto da categoria.

Reduzir a jornada pra ter mais qualidade de vida

Também queremos discutir na assembleia a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário.

No próximo dia 12, sexta-feira, às 14h, haverá uma importante negociação entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José, Embraer e Ministério do Trabalho para tentar avançar na redução da jornada.

Mas essa luta só pode ser vitoriosa com o apoio de todos os trabalhadores e da sociedade. Pelos cálculos encomendados pelo Sindicato, a redução da jornada para 40 horas semanais nas unidades da Embraer de São José dos Campos podem gerar mais de 1.800 novos empregos.

Outra grande vantagem é que, com a redução da jornada, as doenças ocupacionais que hoje são uma epidemia na empresa podem reduzir consideravelmente e permitir aos metalúrgicos mais tempo para lazer, cultura e educação!

Pela manhã, assembleia as 5:30h e no segundo turno as 15h nos portões Embraer (matriz)

Todos à assembleia na quinta-feira!


quarta-feira, 27 de julho de 2011

Mesa redonda, em SP, vai discutir redução da jornada

O Ministério do Trabalho agendou para o próximo dia 12, sexta-feira, em São Paulo, uma mesa redonda entre o Sindicato e Embraer para discutir a redução da jornada na empresa.
A medida foi tomada por iniciativa do próprio Ministério do Trabalho após a reunião com o ministro Carlos Lupi, marcada para a esta terça-feira, dia 2, ter sido desmarcada pela segunda vez consecutiva, devido a problemas de agenda do ministro.
A redução da jornada é um assunto em pauta em todo o país e uma reivindicação antiga do Sindicato e dos trabalhadores da Embraer. Porém, em reunião com o Sindicato, a empresa se mostrou resistente à ideia de reduzir a jornada, sob a alegação de que a medida seria prejudicial à sua competitividade.
Uma justificativa que não se sustenta diante dos números. A Embraer possui a maior jornada de trabalho entre as empresas do setor aeronáutico no mundo.
Na Airbus, por exemplo, a jornada é de 35 horas. Na Boeing-MacDonnel e na Bombardier, são 40 horas semanais. Já os funcionários da Embraer trabalham 43 horas por semana.
Lucros em alta
Toda a imprensa divulgou, na semana passada, a boa fase financeira da Embraer, em mais uma prova de que a redução da jornada é possível.
A empresa anunciou um lucro líquido de R$ 156,9 milhões no segundo trimestre do ano, o que representa um crescimento de 43,9% em relação a 2010.
No semestre, a companhia acumulou um lucro de R$ 333,3 milhões, quase o dobro dos R$ 158,3 milhões contabilizados no mesmo período de 2010.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Claudemir e Hernani: Inimigos dos trabalhadores

A Embraer conta com um importante aliado para "ferrar" mais a vida do trabalhador. Os funcionários Claudemir e Hernani, ambos membros do Conselho Administrativo da empresa, estão defendendo mais do que nunca as políticas de reestruturação produtiva - Lean/Kaizen e sua política de precarização do trabalho.

Estão levando ao cúmulo de fazer reuniões pela fábrica, como se fossem gerentes, e defendem a PLR da empresa, dizendo que a Embraer fará pequenos ajustes.

Qualquer um se pergunta, por que como "conselheiros" eles não defende o trabalhador e suas necessidades? A resposta é bem simples: A sua remuneração.

Contra fatos não há mais necessidade de palavras. Leia você mesmo no link abaixo e pense: Quem se vende assim para empresa, defenderá o trabalhador ou patrão?

Veja você mesmo no site da CVM :  http://bit.ly/qnQB6q

Clique no item  13 - remuneração dos administradores e 13.16 outras inf. relev. - remuneração

Pedaço da Planilha onde costa a remuneração dos Membros do Conselho Administrativo
(Divida o valor por 12 meses e depois por 13 Conselheiros)

domingo, 17 de julho de 2011

Setor aeronáutico fica sem aumento, apesar de reajuste

O Tribunal Regional do Trabalho – 15ª. Região concedeu 14,7% de reajuste salarial para os trabalhadores da Embraer e do setor aeronáutico. A decisão foi proferida nesta quarta-feira, dia 13, em julgamento do dissídio referente à Campanha Salarial de 2009.

Entretanto, o TRT determinou que o reajuste seja retroativo a 2006, o que causou dúvidas em relação à decisão. Isso porque, na prática, significa que o Tribunal considerou praticamente só a inflação acumulada no período, índice que já havia sido aplicado sobre os salários de 2006 a 2009. Dessa forma, os trabalhadores não teriam direito a receber qualquer diferença em seus salários.

O que estava em julgamento era o dissídio coletivo referente à Campanha Salarial de 2009. Na época, a Embraer e outras empresas do setor aeronáutico se recusaram a conceder aumento real de salário para os trabalhadores. A reivindicação da categoria era de 13% sobre o salário de 2009. Mas as empresas só repassaram a inflação. Só agora o caso foi para julgamento.

A decisão gerou dúvidas jurídicas e levará o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região a entrar com um pedido de embargo declaratório para pedir esclarecimento sobre o caso.

“Essa decisão não contempla a reivindicação da categoria e deixa muita margem para dúvidas. Não fica claro qual é a decisão e em que se baseou o tribunal. Por isso, vamos entrar com o embargo”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros da Silva.

“Além disso, não concordamos com esse valor porque é um índice negativo em relação até mesmo à inflação. Sem contar que causa estranheza o tribunal tomar uma decisão como esta, sem considerar os dados financeiros positivos da Embraer nos últimos anos e os resultados conquistados no restante da categoria”, disse.